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Os bons tempos estão entre nós

Os bons tempos estão entre nós

sexta-feira, 17 de abril de 2009.
Os bons tempos estão entre nós

Por alguns anos, dediquei-me à educação infantil. Muitas foram as situações nas quais, em sala de aula, conversando com os pequenos, eu lhes perguntava sobre o que gostariam de ser quando crescessem. Logo eles respondiam, com tamanha alegria: "Tia, eu quero ser médica!", dizia uma garota. Outro garoto partilhava: "Tia, quero ser como o meu pai, contador!". Teve até aquele que disse: "Quelo ser motolista de lotação!".

 

Confesso que, em todo esse tempo, ninguém havia dito que gostaria de ser bibliotecário. Talvez, porque o nome da profissão fosse difícil de ser falado por eles. Também pode ser pelo que considero como fato: pouco, ou quase nunca, se falava desta profissão em aula, em atividades de datas comemorativas no dia do trabalho e por aí vai. Além disso, os profissionais atuantes da área, muitas vezes, mantinham-se distantes, por excesso de trabalho técnico ou por questões como manter a disciplina, impor respeito e coisas assim.

 

Não faz muito tempo, ouvi em uma palestra, outra vez em sala de aula e li em um site na Internet, as palavras de um bibliotecário que falava que nunca havia escutado uma criança manifestar vontade de ser bibliotecário. O autor utilizou-se do texto para expressar sua angústia em relação à situação na qual se encontram as bibliotecas escolares no país.

 

Pois bem, querendo eu ser portadora de boas novas, mesmo sendo simples, digo que podemos nos alegrar. Ouvi um relato de um colega de classe que presenciou uma cena um tanto inusitada, em uma biblioteca escolar infantil: uma garotinha em conversa com a bibliotecária. Num dado instante, a menina, depois de observar o trabalho da bibliotecária, surpreendeu a todos dizendo que, quando fosse grandinha, seria bibliotecária, pois gostava muito de estar ali, naquele ambiente, junto a todos aqueles livrinhos, vendo como os coleguinhas eram recebidos e como ficavam felizes ao saírem dali, levando nas mãos aquele mundinho de sonhos. Vir aqui é bom demais, dizia, entusiasmada, a criança. A menina elogiara, sinceramente, o cuidado da bibliotecária com tudo naquele lugar, afirmando que era assim que ela gostaria de ser. A bibliotecária, surpresa e feliz, pediu à criança que repetisse, três vezes, o que havia dito. Ela parecia não acreditar no que ouvira.

 

Conversando, depois, com o meu colega de classe, a bibliotecária disse a ele que guardasse aquele momento para sempre, pois ela o guardaria. Eu diria que, mais do que guardar, é preciso trabalhar para que ele aconteça de verdade, em muitas outras escolas pelo país. Eu o considero histórico mesmo. Desejo que não seja único e, sim, o primeiro de muitos que virão. Quanto mais profissionais bibliotecários existirem, mais fortes nos tornaremos como classe e como cidadãos.

 

E o melhor de tudo é que esta é uma história real, sinaliza que tempos melhores não virão, mas já estão entre nós. Não os percamos de vista, nem os deixemos passar displicentemente. Comprometamo-nos com nossa causa muita válida: a democratização da informação como forma de trazer todos para um lugar ao sol, sem distinção.

 

Sendo assim, espero que estas boas notícias se espalhem como visgo e nos reanimem e façam com que nos movamos no sentido de valorizar o que somos, lutar por nossos ideais, e acreditemos na verdadeira importância de nosso trabalho na vida das pessoas.

 

Texto escrito pela aluna do sétimo período de Biblioteconomia, Maria Inês Bueno, à coordenadora do curso de Biblioteconomia, Profa. Ms. Sônia Lúcia Silva.

 

O artigo não foi publicado na íntegra.

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